segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Por ser intensa.

perdi muito e ganhei aos montes.
verti lágrimas
e engoli sapos
quis viver eternamente
e morrer agora há pouco...
muito sentimentos
muitos gritos e grilos.
tagarela!

Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009.

-----------------

Nem lembrava que este texto existia; mas ta aí.
Desses que me fazem lembrar da solteirisse

e dos momentos de carências,
e das semanas e semanas de bebedeiras.
Das férias [ah.. das férias!]

domingo, 15 de novembro de 2009

Treze: Sou Hoje

"Eis quue esta sexta (treze) rendeu textos quase soltos
e um comentário que foi transcrito num canto outro."

--------------

(um) O amanhã é incerto.
(dois) O incerto é doentio.
(três) Doentio é viver.
(quatro) Viver é fazer, colher e colecionar histórias.
(cinco) História são feitas com momentos.
(seis) Momentos são construídos.
(sete)Construídos são os calos dos pés.
(oito) Pés dançam descalços quando o corpo grita.
(nove) Grita a pomba-gira dentro da mulata.
(dez) Mulata-brasileira-de-retrato é aquela mulher linda que sorri.
(onze) Sorri só aquele que faz do dia feliz.
(doze) Dis feliz é Hoje.
(treze) Hoje. Eu sou [estou] Hoje.

Sexta-feira, treze de novembro de 2009. 20:36 [Aula de Psicopatologia]

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Cercaram o campo aberto.

Muro amarelo. Não aquele amarelo-sol-berrante, mas aquele amarelo-de-cal-tingido.

Antes ali era campo grande, daqueles que não se mede tamanho. Hoje é mais um quarteirão emoldurado pelo Governo - mais um daqueles prédios que dizem ser de um órgão que - adivinhem...- não funciona.

A mãe puxava a criança-de-pernas-curtas com um pressa tamanha e, mesmo tendo pernas curtas, a criança não reclamava.

Tive aquele ímpeto de gritar "Pra quê desgraças essa poha desse muro foi posto aí?"

Era um campo aberto, assim daqueles que não se media. Hoje é mais um prédio que daqui há uns anos será comprado por uma empresa, implodido e transformado num prédio residencial ou comercial.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Dona Iaiá

Lá vinha ela de bacia na cabeça
sem deixar cair uma gota d'água...
na beira do Rio, Iaiá sorri pro dia que ainda não nasceu.

de cócoras começa a levar
a calcinha de mais uma mulher
adúltera.
Com esfregões ritmados troca de peça
e ensaboa...

Iaiá sorri pro dia que vem tingindo o horizonte
de um laranja gostoso de se ver...
deixa a pele de Iaiá com um Q de dourado.

Iaiá ritma a lavagem e logo termina...
de novo põe a enorme bacia na cabeça
e retorna pra sua casa... pra por suas calcinhas pra secar.

[ponto].

-------------------------

[pensamentos soltos... borrões de memórias...
Guardei Iaiá para um possível dia de Glória.]

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Como era de se esperar

seis da tarde. sono
meia-noite... sono
seis da manhã... ... sono.
sete da manhã...

caí na rotina dos dias mormaçados dessa cidade
que cheira a lixo durante as 24 horas do dia
de qualquer [quase] infeliz
que aqui resolve gastá-las...

odeio dias mormaçados...

gostos dos dias ensolarados..
cheios de ventanias que levantam as saias
e emaranham os cabelos longos
e assanham os curtos...

saudades...
dos dias de noites tão frias
que cinco meias n]ao esquentavam as pontas dos dedos
...
saudades de congelar as orelhas ao sair de casa.

vontade de largar tudo.
sair, gritar, correr...
desesperar, desatinar,
reviver, recriar, reconstituir..
reconsiderar.